Publicado por: piacarona | Agosto 20, 2010

O dia que nunca esperei…

… amanhã é o último dia da nossa viagem. Cada vez que penso nisso há uma enorme tristeza dentro de mim, por isso este post vai ser curto.

Claro que as nossas saudades da família pesam e esse é provavelmente o maior motivo pelo qual tenho a certeza que depois de amanhã vamos entrar naquele avião.

Mas queria escrever este post para te agradecer a ti, Ricardo, pelos últimos meses onde fizeste de todos os dias os melhores dias. Foste sem dúvida o melhor companheiro de viagem na melhor das viagens.

Obrigado!!

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Publicado por: piacarona | Agosto 18, 2010

Os sabores da Cidade do México

A visita à cidade do México foi bem diferente das visitas que fizemos a outras capitais durante esta viagem. Dividimos os 10 dias que lá estivemos entre a cidade o distrito federal e dois outros estados bastante próximos, Queretaro e Hidalgo.

3 dias na cidade do México foram suficientes para desmitigar a imagem de violência. Como em qualquer cidade capital na América é sempre preciso ter algum cuidado mas nada do outro mundo.

É uma cidade moderna de avenidas largas e praças movimentadas, mas foi do bairro de Coyoacán que gostamos mais. É numa das ruas deste bairro onde está uma das casas de Diego e Frida.

Frida Khalo

Mas os melhores dias foram passados no distrito federal e nos dois outros estados onde pudemos conhecer 15 mulheres que recorreram ao microcrédito e tem hoje negócios de sucesso na cozinha. Elas partilharam connosco algumas receitas deliciosas.

Mais do que receitas trouxemos connosco as histórias destas mulheres.

Aqui fica a receita das bolachas da Dona Elena e a promessa de que em breve vos contarei algumas das histórias destas mulheres.

Ingredientes:

250g de farinha

300g de manteiga

100g de açúcar

4 gemas de ovo

doce de morango

100g de noz

1 ovo

Preparação:

Bater a manteiga e o açúcar. Adicionar a farinha e as gemas e bater até a massa ficar bem ligada. Estender a massa e cortar em círculos.  Colocar uma colher de doce de morango no centro de cada círculo e dobrar em meia lua. Colocar um pouco de noz no topo e pincelar com ovo. Vai ao forno a 200º durante 20 minutos.

Espero que gostem!!

Publicado por: piacarona | Agosto 6, 2010

Lands of the Maya (De Cancun a San Cristóbal de las Casas)

Não sabemos bem explicar como passou quase um mês desde o último post… Mas prometemos que nos próximos posts vamos explicar-vos como chegamos de Cuba ao México, contar-vos algumas receitas desse país, explicar-vos como entramos nos Estados Unidos “ilegalmente”, como quase casamos em Las Vegas e por fim como se pode saltar a linha do tempo.

A propósito, estamos na Nova Zelândia.

Voamos de Havana, Cuba para Cancun, México. O contraste entre as duas cidades é tão grande que foi como se tivéssemos feito uma grande viagem no tempo.

Mais uma viagem no tempo e chegamos a Tulum, uma antiga cidade Maia.

A fundação desta cidade remonta a 564. Posicionada numa falésia de 12 metros, a cidade foi um dos principais portos desta região. Pela proximidade ao mar foi sem dúvida a nossa “ruína” preferida.

Daqui seguimos para Chichen Itza uma das Novas Maravilhas do Mundo, a segunda na nossa viagem.

Esta antiga cidade Maia foi um dos centros mais importantes da região. Grande parte das estruturas restauradas além de muito imponentes combinam a arquitectura com conhecimentos astronómico. Por exemplo, janelas que se iluminam ou sombras que se criam nos dias 21 de Junho e 21 de Dezembro, respectivamente o solstício de Verão e Inverno.

Depois visitamos Palenque. Uma antiga cidade Maia que teve o seu apogeu no século VII.

A maior parte das estruturas da cidade ainda estão debaixo da selva mas aquelas que já foram restauradas são incríveis e com muita história.

Abandonamos o nosso percurso pelas ruínas Maias e seguimos para San Cristóbal de las Casas.

Passamos 3 dias relaxados nesta cidade a 2.000 mil metros de altitude.

Fomos muito bem recebidos em casa do Cisco (Hostel Sol y Luna) que no ultimo dia nos levou a conhecer o incrível projecto que tem para a recuperação de orquídeas. (http://www.orchidsmexico.com/)

Foi daqui que numa corrida contra o tempo seguimos para a Cidade do México.

Publicado por: piacarona | Julho 19, 2010

Maravilhosa Cuba (Cienfuegos, Trinidad y Santa Clara)

De Havana seguimos para Cienfuegos. Uma das cidades mais recentes de Cuba e com uma forte influência francesa.

Cienfuegos fica na costa sul da ilha e o seu centro urbano é Património Mundial desde 2005.

A forte influência francesa vem da comunidade de imigrantes de Bordéus e Luisiana que fundaram a, então, vila Fernardina Jagua em 1819.  Só em 1880 é que passa a cidade e muda para o nome Cienfuegos

Na praça central, Parque Marti, os cubanos exibem orgulhosamente a sua versão do Arco do Triunfo.

Um dos palácios mais bonitos da cidade é sem dúvida o Palácio de Valle.

A pouco mais de 1 hora de Cienfuegos está a cidade de Trinidad.

Ao contrário de Cienfuegos, Trinidad é uma das cidades mais antigas de Cuba. A sua fundação data de 1514.

Esta cidade é também Património Mundial.

As ruas estreitas de calçada, as casas de cores vivas e alguns palácios são o que fazem da cidade um “must go”.

Como vêem cada vez mais excursões de Havana para conhecer a cidade num dia, para evitar as enchentes o ideal é dormir na cidade e visitá-la de manhã cedinho ou então ao final do dia.

Foi sem dúvida uma das cidades mais bonitas que visitamos.

Depois de Trinidad seguimos rumo a norte da ilha, passando por Santa Clara. A cidade em si não não se compara a nenhuma das outras que visitamos mas vale a viagem pelo Mausoléu a Ernesto Che Guevara.

Uma praça imponente totalmente dedicada a este homem. Estátuas, morais, painéis e um museu fazem deste um lugar mágico.

Che Guevara morreu na Bolívia em 1967 mas os seus restos mortais apenas regressaram a Cuba em 1997. O Mausoléu foi inaugurado em 1988 por Raúl Castro.

Uma dos momentos mais emocionantes foi, sem dúvida, ler a carta que deixou a Fidel Castro antes de partir (aconselhamos a todos).

Passando a outras emoções temos que agradecer à Rita e a Maggie pela visita que nos fizeram. Passamos 3 dias de intenso sol, praia e Cristal no Cayo de Santa Maria com estas duas muchacas vindas directamente de Londres. (Aqui fica a dica para os amigos que ainda não nos vieram visitar…)

Hasta siempre comandante!

Publicado por: RicksMz | Julho 12, 2010

A lo Cubano (La Habana)

Sem saber bem o que esperar, mas muito curiosos do que íamos encontrar, aterramos numa La Habana assim, perdida no tempo.

O centro de La Habana é imponente. Com edifícios incríveis, avenidas e praças largas.

Depois atravessamos pelas ruas estreitas que nos levaram a La Habana Vieja ou Colonial.

Esta zona da cidade tem vindo a ser toda restaurada com os fundos gerados pelo turismo. Falta ainda algum trabalho, mas uma grande parte já está feito.

Chegamos então à Plaza da Catedral.

A Catedral de San Cristóbal de la Habana data de 1788 e está quase totalmente restaurada (faltando apenas os frescos).

A seguir, a Plaza Vieja no centro da La Habana Vieja. Esta praça data do século XVI e aqui todos os edifícios já foram restaurados.

Depois a Plaza de Armas, onde entre grandiosos edifícios encontramos o Templete que sinaliza o local onde a Vila de San Cristóbal de La Habana foi fundada em 1519.

Ainda nesta praça está a fortaleza colonial mais antiga das Américas, o Castillo de la Real Fuerza.

Por fim chegamos a Plaza de San Francisco onde estão a Igreja e Mosteiro de San Francisco de Asís.

Já no final do dia, foi desta praça que deixamos a La Habana Vieja e percorremos o Malecón.

Aqui grandes e pequenos mergulham, pescam, conversam ou simplesmente olham o mar.

Já a caminho de casa (no Vedado), e como os dias em La Habana são longos ainda deu para parar na Coppelia enfrente ao cine Yara para comer um gelado.

Adoramos La Habana! O destino seguinte foi Cienfuegos e Trinidad!

Publicado por: piacarona | Julho 8, 2010

1 lago e 2 vulcões (Ilha de Ometepe)

Nas margens da cidade de Granada o lago da Nicarágua, Cocibolca. Com rio de San Juan a ligar o lago ao Atlântico, a distância por terra que separa os dois oceanos são menos de 30km.

Houveram inclusive planos para construir o actual canal do Panamá na Nicarágua. O principal argumento para abandonar este projecto foi a existência de vulcões activos na região.

Encostados a Granada num arquipélago com cerca de 350 ilhotas vivem algumas comunidades que se dedicam sobretudo à pesca. Este arquipélago formou-se a partir de uma erupção do vulcão Mombacho.

São várias as técnicas que utilizam, uns estão com as suas canas nas margens do lago…

Outros lançam as redes dos seus barcos…

E os mais destemidos mergulham nas margens para apanhar os peixes com as próprias mãos.

No centro do lago está a ilha de Omotepe. Esta ilha não são mais do que dois vulcões que lhe dão a forma de um 8.

Um dos vulcões, o vulcão Madera já não tem qualquer tipo de actividade.

Na base deste vulcão está no pueblo de Santo Domingo está uma das melhores praias da ilha.

O outro, o vulcão Concépcion, ainda está activo e uma vez ou outra dá sinais de vida.

Conhecemos este lado da ilha a cavalo.

Na base deste vulcão a pequena lagoa de Ojo de Água é uma boa alternativa às praias.

Deixamos a Nicarágua com muita vontade de voltar!! Próximo destino Cuba…

Publicado por: RicksMz | Junho 24, 2010

Belíssima Granada

Granada foi sem dúvida uma das melhores surpresas da nossa viagem.

Chegamos a esta cidade já de noite e fomos recebidos com um grande sorriso pela Noemi no Hotel con Corazon. Na parede atrás da Noemi, podiamos ler:

O Hotel con Corazon é mais que um hotel. Faz parte de um projecto que apoia cerca de 300 crianças na cidade de Granada, cujos fundos vem directamente das receitas do Hotel.

O investimento inicial para a construção do Hotel foi coberto uma metade por “grandes doadores” e outra por pequenos investidores que compraram “shares” do Hotel e cujo o retorno anual é 1 noite.

Nos dia seguinte saímos do Hotel em direcção à Praça principal. Cada rua que passávamos mais espantados estávamos com a cidade. Não estávamos à espera de tanto.

As igrejas…

As portas…

As cores…

Os pátios…

As pessoas…

…. Adorámos e estendemos a nossa estadia por mais 4 dias!!

Domingo foi sem dúvida o melhor dia. Saímos de manhã bem cedo com a Dona Adélia rumo ao mercado central para comprar o almoço!

Um mercado bem agitado, cheio de vozes altas e muitos cheiros!!

A seguir a Dona Adélia recebeu-nos em sua casa onde nos ensinou umas quantas receitas.

Almoçámos todos juntos!

Belíssima Granada!!!!

Publicado por: piacarona | Junho 21, 2010

Castelos e Cascatas (Costa Rica)

Atravessamos a fronteira para a Costa Rica e a chuva parece que continua a perseguir-nos.

Primeiro na costa do Caríbe, em Puerto Viejo. Puerto Viejo tem dois Parques Nacionais muito bonitos, com uma selva muito densa e uma costa de águas cristalinas com muito muito coco. Deste lado fizemos Castelos…

Depois atravessamos o país e paramos 3 dias em Fortuna para ver o Vulcão Arenal.  Destes 3 dias conseguimos ver o Vulcão por 3 minutos até aparecer a seguinte nuvem. Aqui no centro vimos cascatas…

Por fim chegamos à costa do Pacífico, Tamarindo. Tamarindo é uma vila muito pouco característica povoada por Americanos, mas com bastante vida e umas boas ondas para surfar. Aqui vimos Americanos e “surfamos”…

Próximo destino Nicarágua!!


Publicado por: piacarona | Junho 14, 2010

Humming Birds nos dias de chuva (Bocas del Toro)

No norte do Panamá, a chegar a fronteira com a Costa Rica, está o arquipélago de Bocas del Toro.

Para terem uma ideia do paradisíaco que são estas ilhas posso dizer-vos que é aqui que fazem as filmagens do Survivor.

Bocas é uma cidade bem característica do Caríbe, com todas as casas feitas de madeira e muita, muita palmeira.

Mas não tivemos muita sorte e apanhamos chuva nos 4 dias que passamos em Bocas. Passamos grande parte dos dias em casa a ver a chuva cair e a tentar acompanhar as filmagens do survivor (mas pela televisão)…

Nós e os beija-flor (humming birds) que não sairam do alpendre da nossa casa.

Próximo destino: Puerto Viejo na Costa Rica.
Publicado por: piacarona | Junho 6, 2010

Vulgarmente conhecido como Paraíso (San Blás)

Foi assim que tudo começou: o André bateu à porta e perguntou a que horas tínhamos que estar no aeroporto e nós respondemos tranquilamente às 4h40 da manhã, a resposta do André fez-nos voar, ele respondeu que eram 4h49. Voamos da cama para aterrar numa ilha assim, como posso explicar, deste tamanhinho:

Chama-se Yandup e faz parte de um arquipélago de 400 ilhas em pleno Caribe, o arquipélago de San Blás.

E estas ilhas tem historia! Pertencem à comunidade indígena dos Kuna Yala que após sucessivos abusos na sua historia se revoltou em 1925 e conseguiu autonomia do resto do país.

Os Kuna persevam até hoje a sua cultura muito intacta. Durante a nossa viagem esta foi sem duvida a paragem cultural mais interessante.

Estas ilhas são sem dúvida muito parecidas com aquilo que vulgarmente conhecemos como paraíso.  Vou tentar descrever o que vimos por aqui.

Aqui a cor das flores contrastam com o azul do mar.

Aqui a água é muito verde e transparente.

Aqui tropeçamos na vida marinha.

Aqui as palmeiras crescem na horizontal

E como não podia faltar, aqui o pôr do sol tem a cor do fogo…

e minutos depois tem cor fucsia.

Mas entre tanta ilha deserta não estavamos sozinhos e passamos um grande fim de tarde com o Charles, a Julian, o Mik, a Adriana, a Heather e a Rachel.

Adoramos San Blás!!

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